Vacina na gravidez. O que você precisa saber?

Você sabia que existe um calendário específico de vacinação para gestantes? E que essa imunização é importante tanto para a mãe, quanto para o bebê? E, ainda, que o benefício continua mesmo após o nascimento? 

Entendendo a importância

Todas as vacinas recomendadas para gestantes estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde. Imagem: Giphy.com

O período da gestação tem sido associado à diminuição da função imunológica devido à necessidade do organismo materno acomodar um “corpo estranho”. Isso coloca a gestante numa condição, digamos, frágil para as doenças infecciosas. Por isso a vacinação no período gestacional pode ser uma ação de proteção à saúde das gestantes e dos bebês, evitando que algumas doenças sejam contraídas.

Em determinadas situações, a vacinação de gestantes protege o bebê por meio da passagem de anticorpos pela placenta, outras pelo colostro e leite materno. E isso é importante porque os recém-nascidos permanecem predispostos a diversas doenças causadas por vírus e bactérias durante os primeiros meses de vida.

 Mas quais são essas vacinas?

Sim, eu sei que as preocupações do período de gestação não são poucas. Tem enxoval pra arrumar, quartinho pra decorar, assistência médica pra escolher e tipo de parto pra pesquisar. Por isso eu fiz esse quadro, com todas as vacinas necessárias para este período, assim você não perde nenhuma e ainda garante a imunização necessária.

Imunização em gestantes

 Conhecendo cada vacina

  • Dupla do tipo adulto (dT) ou Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) 

Muitas mulheres se confundem com essas duas vacinas, que na verdade são complementares. A dT, protege contra difteria e tétano neonatal, já a dTpa protege contra essas duas doenças e também contra a coqueluche. A diferença é só no esquema de vacinação. Para mulheres que nunca tomaram estas vacinas, o esquema são duas doses de dT e uma dose de dTpa, com intervalo mínimo de um mês entre as doses, sendo que a dTpa deve ser aplicada somente a partir da 20ª semana de gestação.

A difteria é uma doença respiratória infectocontagiosa e, em geral, se manifesta depois de resfriados e gripes nas crianças que não foram imunizadas. No entanto, adultos não vacinados também pode contrair a doença. Já o tétano neonatal é uma doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa, que atinge o recém-nascido (RN) nos primeiros 28 dias de vida, e pode ser contraído pela contaminação do coto umbilical com a bactéria, por meio de instrumentos não esterilizados como tesoura e fios para laqueadura do cordão, ou cuidados inadequados do coto umbilical, quando se utilizam substâncias ou artefatos.

A coqueluche (também conhecida como tosse comprida, pertussi ou tosse convulsa) é uma doença respiratória infectocontagiosa que atinge principalmente crianças menores de dois anos, podendo evoluir para quadros graves com complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação.

  • Hepatite B 

Também deve ser administrada em três doses, sendo uma com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda, e de seis meses entre a primeira e a terceira. A vacina não contém vírus vivo, portanto não causa doença, e a vacinação protege do vírus da hepatite B, que causa inflamação no fígado podendo se tornar crônica  e até chegar a uma cirrose ou câncer.

  • Gripe (Influenza) 

Apenas uma dose, em qualquer fase da gestação, mesmo que você já tenha tomado uma dose anterior. A gripe durante a gravidez aumenta em até 30 % o risco de nascimento prematuro do bebê, e esta única dose protege contra os principais tipos de vírus influenza, que provocam a gripe.

Outras vacinas recomendadas apenas em situações específicas

Se você vai viajar ou mora em regiões de risco para determinadas doenças, cabe uma atenção especial. Se você apresenta doenças crônicas como: doença cardíaca ou pulmonar e diabetes, também. Isso porque a possibilidade de contrair doenças aumenta conforme a região onde você se encontra e/ou de acordo com o seu estado imunológico.

Por isso, em situações específicas, vacinas contra hepatite A, hepatite A e B, pneumocócicas, meningocócica conjugada ACWY, meningocócica B e febre amarela podem ser recomendadas. Dependendo da avaliação médica, é possível optar pela vacinação quando o benefício for considerado maior do que o possível risco.

Vacinas contraindicadas 

E só pra deixar você mais atenta, vale lembrar que as vacinas contra HPV, varicela, dengue, sarampo, caxumba e rubéola são contraindicadas para o período gestacional, mas podem ser administradas no puerpério e durante a amamentação, caso necessário.

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Hiperêmese gravídica ou enjoo matinal?

Náuseas, enjoos, vômitos, são bem normais na gestação, especialmente no primeiro trimestre, mas algumas mulheres grávidas experimentam esses sintomas além do comum. Esta condição é conhecida como hiperêmese gravídica, uma condição que pode até necessitar de tratamento hospitalar.

Entendendo a diferença

Se você está naquela fase que ao acordar, não consegue nem escovar os dentes sem sentir náuseas ou ainda se o cheiro do seu café da manhã só faz você querer correr pro banheiro, está tudo bem, você faz parte dos 90% de gestantes que sentem enjoos matinais. A boa notícia é que eles tendem a desaparecer até as 20 semanas, podendo se estender um pouco mais em algumas mulheres, mas ainda assim fique tranquila: Isso não é hiperêmese gravídica.

A hiperêmese gravídica é um quadro mais grave, que atinge apenas 1% das gestantes e se apresenta por meio de vômitos prolongados e graves, impossibilidade de comer ou beber sem vomitar, com perda de mais de 5% do seu peso antes da gravidez e sinais de desidratação.

diferença hiperemese e enjoo matinal
@doula.fe__liz

O que causa a hiperêmese gravídica (HG)?

Não se sabe o que causa a HG, ou porque algumas mulheres apresentam essa doença e outras não. Alguns especialistas acreditam que ela está ligada à mudança de hormônios que ocorre durante a gravidez, outros estudos evidenciam um fator genético. Mas há também pesquisas científicas que se referem a infecção pelo helicobacter pylori (H-Pylori) e ainda como doença psicossomática.

O fato é que algumas mudanças próprias da gravidez como: alteração no paladar, aumento no sentido olfativo, estresse físico e/ou emocional e deficiência de vitaminas também podem contribuir para a presença desses sintomas indesejados.

Quais as consequências para a mãe e para o bebê?

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A hiperêmese gravídica pode deixar você se sentindo mal, exausta, estressada e até deprimida, principalmente se você idealizou passar com tranquilidade por esse período. Mas, embora essa doença faça você se sentir péssima, a boa notícia é que é improvável que isso prejudique o seu bebê. A maioria dos estudos mostra que as mulheres com hiperêmese têm bebês normais, a menos que estejam gravemente doentes e recebam pouco tratamento.

Apesar de todo o mal estar, lembre-se que, se isolar pode lhe deixar ainda mais triste e/ou ansiosa, especialmente se os sintomas durarem por mais da metade da gestação ou for muito grave, o que não é incomum.

“Você pode pensar que ninguém entende o quão horrível você se sente . Mas tenha certeza de que a condição não é sua culpa, você não está sozinho e há ajuda disponível.”

Tratando a Hiperêmese

Existem medicamentos que podem ser usados ​​na gravidez para ajudar a melhorar os sintomas da HG, mesmo se você ainda estiver nas primeiras 12 semanas, por isso é muito importante que você procure um médico e seja diagnosticada o mais rápido possível. As evidências sugerem que, quanto mais cedo você iniciar o tratamento, mais eficaz ele será.

Se as náuseas e vômitos não puderem ser controlados por medicação e você continua perdendo peso, talvez você precise de uma internação hospitalar. Desta forma os médicos podem avaliar melhor a sua condição e oferecer o tratamento correto para proteger a sua saúde e a do seu bebê usando medicações injetáveis.

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Dicas que podem lhe ajudar

  • Peça ajuda ao seu parceiro, família e amigos para cozinhar, fazer compras, cuidar de crianças e tarefas domésticas.
  • Aceite seus desejos por certos alimentos e evite visões e cheiros que desencadeiem enjoos pra você.
  • Se ao cozinhar, os cheiros fizerem você se sentir mal, tente comer apenas alimentos frios.
  • Mantenha-se hidratado tomando pequenos goles de líquido ou sugando cubos de gelo.
  • Coma o que você puder em pequenas doses, mas com frequência.
  • Não se preocupe com o que está comendo, seu bebê receberá nutrição das reservas do seu corpo.
  • Descanse o máximo que puder. O cansaço pode piorar a náusea e o vômito.
  • Não se sinta responsável por esse mal estar. A hiperêmese gravídica é uma doença sem causa determinada e isso não é sua culpa.

Sites dedicados oferecem informações especializadas e você pode conversar com outras mães que já passaram por isso. É natural se preocupar quando você está se sentindo tão mal, mas tenha certeza de que, enquanto a hiperêmese for tratada, dificilmente você e seu bebê terão complicações. Continue lendo “Hiperêmese gravídica ou enjoo matinal?”

Como as afirmações positivas podem ajudar na gestação, parto e amamentação

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Você sabia que focar em pensamentos positivos durante a gestação, parto e amamentação pode trazer muitos benefícios para a mãe, bebê e toda sua rede de apoio? A técnica pode soar como autoajuda, mas a verdade é que essa prática tem embasamento científico para apoiá-la. E, assim como realizar o pré-natal, ter uma dieta saudável e praticar exercícios, preparar-se mentalmente e emocionalmente também é muito importante para esses momentos.

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Como controlar o medo do parto?

De repente você se descobre grávida. Sua mente eufórica dispara sentimentos de felicidade, mas também de preocupação e medo. E logo vem à cabeça: Será que eu aguento a dor do parto normal? Será que eu vou sentir muita dor depois da cesárea? Então deixa eu te contar que é possível controlar esse medo do parto. Quer saber como? Então vem comigo.

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Meu filho fez dois anos. Será que meu leite virou água?

Ainda tem leite aí?”. “Esse menino não vai largar esse peito?”. “Quando tu vais desmamar essa criança?”. Essas são algumas das perguntas que uma mãe ouve quando decide por uma amamentação prolongada, e que muitas vezes – apesar de ter tomado uma decisão segura -deixa aquela pulguinha atrás da orelha com a incomoda questão: Será que meu leite virou água? Continue lendo “Meu filho fez dois anos. Será que meu leite virou água?”