A importância da informação na perinatalidade

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A perinatalidade é o período que precede e antecede o nascimento. O acesso a informação durante a gestação, é crucial para a vivência de uma gravidez segura, um parto digno e respeitoso e um pós-parto mais tranquilo e saudável.

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A INFORMAÇÃO E OS PROFISSIONAIS DA PERINATALIDADE

A gestação caracteriza-se por ser uma fase de mudança físicas e emocionais devido às alterações hormonais. Por isso, é importante que a se tenha um acompanhamento pré-natal de qualidade, com acesso a profissionais que ofereçam respostas às suas dúvidas, apoiem e acolham seus sentimentos e a orientem da melhor forma. Profissionais que comprem seus desejos, mas que mostrem os limites para realizá-los, fazendo o possível para que eles sejam colocados em prática de acordo com as possibilidades existentes.

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A mulher que está passando por uma gestação tem seus medos, angústias e fantasias e nem sempre consegue identificar que seja por conta de alterações físicas e hormonais e, às vezes, não tem quem possa a deixar mais confortável e segura.

Existem muitos locais das redes pública e particular de saúde que dão acesso às gestantes promovendo rodas de conversa que tratam de temas diversos que a maioria delas tem dúvidas. Mas além disso, é importante ter o atendimento individual para que a mulher se sinta bem ao tratar de um assunto que ela possa ter vergonha.

Por isso, é importante alguém que cuide e acompanhe essas mudanças. A doula é um exemplo de profissional que acata as prioridades da gestante e a deixa segura nas suas escolhas. O profissional que atende as gestantes no pré-natal, seja ele qual for, deve conhecer o que se passa com elas e entender que, por trás de toda pergunta feita por uma gestante, mesmo que aparentemente inocente, pode existir um desconforto emocional e um problema a ser combatido.

DICAS DE DOULA

Além dos profissionais que podem orientar para um perinatal tranquilo, temos a facilidade do acesso à internet e também os “pitaqueiros”, que tanto podem auxiliar como desfavorecer à autonomia e segurança da gestante. Então aí vão algumas dicas para que se tenha informações mais precisas e uma passagem mais tranquila pela gestação e pós-parto:

  • Pesquise informações em materiais com embasamento científico;
  • Procure um profissional que se sinta à vontade para esclarecer suas dúvidas e que esteja à sua disposição para te ajudar;
  • Não acredite em tudo o que vê na mídia. Às vezes PARECE estar vivendo a mesma situação de um relato, que pode acabar tendo uma história ruim, mas tem muitas coisas além do que está exposto;
  • Filtre os relatos de parto que acompanhar por aí. Nem todas as pessoas querem apenas te alertar. Algumas só querem tirar seu sono enquanto elas dormem tranquilas e calmas na cama delas;
  • Mantenha-se em lugares benéficos para a saúde de vocês. Vá a ambientes que te fazem bem;
  • Audição seletiva: algumas pessoas, quando começarem a falar, já se deve abrir a portinha dos dois ouvidos e deixar passar as “informações” de um lado para o outro direto;
  • Os profissionais que te acompanham, além de se preocupar com sua saúde física e do bebê, devem prezar pela sua saúde mental. Busque profissionais que te deixe mais tranquila e segura para seguir adiante.
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INFORMAÇÃO NAS REDES DE SAÚDE

Nas palestras, rodas de conversa e atendimentos nas redes de saúde, tanto pública como privada, as principais temáticas abordadas são: preparação para o parto, cuidado com as mamas e preparo para amamentação, cuidados com o recém-nascido, vestuário adequado, tabagismo e medicamentos, contato e afeto com o bebê ainda no útero, entre outros.

Podemos perceber que o foco maior, tanto das mulheres como dos profissionais de saúde, é voltada para as questões físicas da mãe e do bebê. É importante que a gestante tenha acesso às informações relacionadas às questões emocionais e psicológicas também para que entenda que é uma fase que está passando e possa se restabelecer. Por exemplo, o puerpério é importantíssimo ser abordado pelas mudanças de humor e sentimentos.

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O estabelecimento de uma escuta ativa dos profissionais de saúde aliada a uma prática de comunicação e informação pode contribuir para que as gestantes tenham autonomia e participem da promoção da saúde dela e da criança. Essa orientação é indicada pelo Ministério da Saúde como foco principal não só para mamãe e bebê como para seus companheiros e familiares.

 

A DOULA E A INFORMAÇÃO

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Atualmente, a assistência atual é pautada na promoção de saúde e, cada dia mais, as pessoas tem mais facilidade no acesso à informação. Esse direito é imprescindível para a tomada de decisões conscientes e a participação no que pode influenciar sua saúde para o resto da vida. A enfermagem e as doulas têm um papel muito importante para esse conhecimento, se comprometendo com a democratização do saber e com o desenvolvimento de potencialidades da mulher.

A gestante é a protagonista dessa experiência e deve ser vista como tal pela doula e equipe que a acompanha, esses se tornando coadjuvantes da situação. Essa equipe deve priorizar a humanização, com pauta em princípios como integralidade e equidade de ações.

No primeiro encontro da doula e gestante, já deve ser transmitido os temas a serem conversados para que esta possa refletir acerca do que sente maior necessidade, fazendo com que tenha um atendimento pessoal e individualizado. É nesse dia também que gestante e doula percebem suas afinidades e estabelecem vínculo para haver sentimento de segurança na passagem de informações e orientações.

Assim, o estabelecimento do vínculo com a doula é determinante no processo da educação em saúde, para que essa, além de conhecimentos, transmita motivação, reflexão e adoção de novas práticas de saúde.

Referências

Comunicação e informação em Saúde no pré-natal  https://www.scielosp.org/article/ssm/content/raw/?resource_ssm_path=/media/assets/icse/v7n13/v7n13a07.pdf

Ações educativas durante a assistência pré-natal: percepção de gestantes atendidas na rede básica de Maringá-PR https://www.fen.ufg.br/revista/v13/n2/v13n2a06.htm

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