Eu, vereadora em Itapetininga

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O texto que você vai ler a seguir é resultado dos meus 8 anos de trabalho em Itapetininga-SP observando e apoiando mulheres – mães de primeira ou muitas viagens. Acredito que para uma cidade ser próspera é preciso garantir que mulheres e suas famílias sejam tratados com dignidade e respeito através de práticas sustentáveis de desenvolvimento urbano e social.

Cabe ao Vereador, cargo ao qual me candidato esse ano, elaborar leis que atendam às necessidades do município, combate à pobreza, incentivo ao comércio e indústria, fomento da produção agropecuária e à organização do abastecimento alimentar, viabilizar o acesso à cultura, à educação e à ciência, promover a proteção do meio ambiente e ao combate à poluição, entre outros.  Você pode ler todos os detalhes das atribuições da Câmara dos vereadores, se quiser, na Lei Orgânica do Município de Itapetininga clicando aqui.

 

No meu mandato, sua família é prioridade e vou trabalhar isso em 3 passos, com bom uso dos recursos já existentes e através de apoio ou parcerias a nível Estadual, Federal com o Terceiro Setor e iniciativa privada.

 

Cuidar

O primeiro passo é priorizar Atenção básica à saúde.  A atenção básica ou atenção primária em saúde é conhecida como a “porta de entrada” dos usuários nos sistemas de saúde. Ou seja, é o atendimento inicial. Seu objetivo é orientar sobre a prevenção de doenças, solucionar os possíveis casos de agravos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade. A atenção básica funciona, portanto, como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos.

Hoje na cidade temos um índice de mortalidade infantil de 15,6 crianças a cada mil nascidas vivas, esse número é maior do que a média de todo estado de São Paulo e mostra da forma mais dura possível o descaso que as famílias hoje recebem na cidade quando o assunto é Saúde.  É preciso priorizar a ampliação da cobertura de assistência básica e vacinal para toda a população.

Reforço que falamos aqui sobre famílias inteiras, de diferentes realidades e contextos sociais e que para serem adequadamente atendidas precisam não só de estrutura física, mas também de profissionais devidamente preparados para ouvir suas demandas e capazes de informar suas condições de saúde e o que mais for necessário de forma simples em linguagem compreensível.

Acolhimento e atenção individualizada são os pontos centrais de atuação da Doula como promotora da saúde e agente transformador quando presente em comunidades.  A presença de profissionais com essa formação, dentro do SUS significa oferecer de forma democrática acesso à assistência humanizada para todas as mulheres e assumir um compromisso público com a vida. Uma vez que sua atuação durante o pré natal representa mudanças significativas tanto no parto, quanto no sucesso da amamentação.

 

Proposta

  • Elaborar um estudo econômico de Itapetininga voltado ao serviço público para tornar possível a contratação de mais servidores através de concursos, com salário digno e boas condições de trabalho.
  • Fortalecer as unidades de saúde da cidade através de canal de diálogo direto com a câmara e acompanhamento próximo dos desafios enfrentados pelos profissionais e população.
  • Oferecer curso de formação como doula para agentes de saúde, de forma que tenha no mínimo uma profissional em cada unidade de atenção básica a saúde da cidade capacitada para oferecer educação perinatal e promoção ao aleitamento materno.

Apoiar

Por ano, cerca de dois mil nascimentos acontecem na cidade, sendo a maior parte no SUS, dentro do Hospital Regional na área designada para maternidade. Com apenas 3 leitos de pré-parto, divididos em duas pequenas salas, com acesso limitado à banheiro, sem divisórias entre os leitos, sem ventilação adequada. Mulheres de todas as idades permanecem nesse ambiente por até 12 horas durante o processo de trabalho de parto onde comumente são privadas de qualquer alimentação ou água, caracterizando assim, tratamento degradante e desumano.

A maternidade está abandonada há mais de 8 anos sem investimentos, e é por isso que recorrí a minha parceira de trabalho e lutas, na época Codeputada Estadual, Raquel Marques  para destinar para Itapetininga emenda parlamentar no valor de R$165.900 para compra de equipamentos

Existe em Itapetininga a crença que só quem tem sobrenome, influência ou dinheiro merece atendimento de qualidade. Mas na verdade os ditos “parto bonitos” são um direito no SUS de todas as mulheres garantido por lei estadual vigente que é sistematicamente ignorada há anos.

Proporcionar acesso à atendimento digno durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato muda vidas:

  • reduz as chances de depressão pós parto,
  • aumenta o sucesso no aleitamento materno,
  • diminui a necessidade de intervenções cirúrgicas,
  • reduz a mortalidade materna ,
  • Reduz a necessidade de internação do bebê em UTI neonatal
  • Diminui a mortalidade de bebês

 

Você pode ler o artigo que pesquisei para esses dados clicando aqui

Proposta

  • Criação do “Comitê do Cumpra-se”, com o objetivo de reunir, fiscalizar, aprimorar e cobrar o cumprimento das leis vigentes e as aprovadas pela câmara
  • Realizar contratação de mais Obstetrizes
  • Buscar apoio financeiro junto ao governo Estadual e Federal, terceiro setor e iniciativas privadas para garantir que o espaço físico e equipamentos disponíveis sejam adequados para o atendimento.

Alimentar

Itapetininga é a cidade mais próspera no conhecido “Vale da Fome” do estado de São Paulo. Mesmo assim, e tendo uma grande extensão territorial, a produção de alimentos local ainda é muito tímida o que faz da fome uma realidade para muitos Itapetininganos.

A fome se faz presente já quando os aqui nascidos não tem a chance de aproveitar os benefícios da amamentação na primeira hora de vida, segue com a falta de orientação adequada e estímulo ao aleitamento materno, esbarra no desmame forçado ao frequentar as creches e depois, já sem cerimônia, a fome ocupa parte dos pratos de merenda e preenche o prato de muitas casas. A fome é ensinada diariamente sob nossos olhos, em duras lições.

Para nutrir uma família é preciso não apenas comida, mas alimentos de qualidade a preços acessíveis, trabalho digno para todos, moradia e livre mobilidade urbana.

 

Proposta

  • Oferecer capacitação profissional IBFAN- REDE INTERNACIONAL EM DEFESA DO DIREITO DE AMAMENTAR – INTERNATIONAL BABY FOOD ACTION NETWORK para os profissionais municipais de saúde
  • Implementar na cidade o primeiro banco de leite Materno e estender a orientação sobre ordenha, armazenamento e oferta para cuidadores de creches municipais. Viabilizando assim a continuidade do aleitamento materno
  • Garantir que toda criança acesso à educação. Cabe ao município a responsabilidade de atender as crianças de zero a três anos na creche, de quatro e cinco anos na pré-escola e 6 a 14 anos no ensino fundamental 1 e 2. (Pode ler mais aqui no site do MEC)
  • Fomentar a produção familiar de alimentos orgânicos de forma sustentável, para consumo da população e na merenda escolar, de forma que pelo menos 30% da merenda venha de pequenos produtores locais.
  • Fomento ao trabalho autônomo através do “Plantão do Cidadão” onde todo pequeno comerciante receberá orientações empresariais e poderá se inscrever em oficinas gratuitas oferecidas por instituições de ensino parceiras.
  • Realizar levantamento das áreas cobertas pelo transporte público e a demanda real pelo serviço para ajustes necessários

 

Esse plano foi feito com o objetivo de reduzir o alto número de mortes de bebês e crianças em Itapetininga e proporcionar condições básicas para uma família se desenvolver. Permanece aberto à novos olhares e demandas, construído dia a dia através do diálogo e respeito à vida. Faça parte!

Você pode enviar sua sugestão para meu e-mail samara@casadadoula.com.br  ou me mandar uma mensagem de texto no whatsapp 1599630-4716

Se não nós, quem?

Se não agora, quando? 

Beijo da Doula e nos vemos nas urnas

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