Liberação hormonal do parto: no corpo da mulher que pari e do companheiro que acompanha

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No momento do parto o corpo da mulher secreta hormônios que são responsáveis pela evolução do trabalho de parto.

São eles: ocitocina, endorfina, adrenalina, prolactina.

hormônios do parto
Foto: Amor em foco fotografia

 

OCITOCINA (também conhecida como hormônio do “amor”) é o mesmo hormônio liberado no corpo durante a relação sexual prazerosa, ela auxilia na contração do útero, na diminuição de dor no parto,  e ejeção do leite.

 

hormônios do parto
Foto: Pinterest

 

ENDORFINA funciona como um anestésico natural (hormônio do tipo morfina). Quanto mais intenso fica o trabalho de parto mais endorfina é liberada no corpo, e todo este processo é um convite que a mulher recebe para entrar cada vez mais em seu mundo particular, conhecido por muitos como “partolândia”. Um lugar de introspecção, silêncio ou mesmo de expressividade emitindo sons, realizando movimentos corporais, etc.

 

 

hormônios do parto
Foto: Michelle Rodrigues

ADRENALINA (conhecida como hormônio de “luta ou fuga”) é importante no processo final do trabalho de parto. Algumas mulheres podem sentir uma agitação, vontade de variar a posição e de se apoiar em alguém ou algum lugar. A descarga de adrenalina estimula a liberação de mais ocitocina e o reflexo do parto vem após tudo isto.

hormônios do parto
Foto: Prosa e fotografia

 

PROLACTINA é o hormônio da produção de leite, que é liberado antes do parto e logo após o nascimento. É responsável pela vinculação entre mãe e bebê, pelo primeiro contato que se estabelece entre eles (1° hora de ouro) e também pelo nascimento da placenta que é auxiliado pela descarga de ocitocina proporcionando a contração do útero e expulsão da placenta.

 

Que maravilhoso, não é?!

 

Lembrando que: estes hormônios são secretados de forma sincrônica e no momento certo se esta mulher se sente AMPARADA, CONFIANTE e a VONTADE , pois estes hormônios, principalmente a OCITOCINA (hormônio do amor) são sensíveis a fatores ambientais, ou seja, é de suma importância que o ambiente esteja favorável para que esta mulher possa parir em paz!

Mas Anna, o que é um ambiente favorável?

Sabe quando chegamos num lugar em que somos bem recebidas? Lugar este em que o cheiro, a temperatura, o espaço em geral são agradáveis, as pessoas são receptivas e presentes na PRESENÇA, seja em seu silêncio ou na sensatez das palavras? É isso meu amô!

É simples, é o basicão!!!

Mesmo um parto hospitalar, a mulher pode organizar o ambiente, dentro da
estrutura permitida, ao seu modo colocando uma música que gosta, velas, borrifar um cheirinho no ambiente ou difusor, ter com você um acompanhante que te apoie, ter um doula, 
etc, etc...

E o companheiro da mulher também compartilha desses hormônios que são liberados no período do trabalho de parto?

hormônios do parto
Foto: Cat Fancote

Alguns hormônios são secretados e modificados no corpo do homem durante o trabalho de parto e nos momentos em que ele pega este bebê em seu colo (primeiro contato/vínculo). Obviamente que os níveis de hormônios liberados serão menores que da mãe, mas que são muito importantes para a criação de vínculo com o filho e para o senso de proteção para com a mãe e bebê.

hormônios do parto
Foto: Cat Fancote

Este vínculo entre pai e bebê fica de fato consistente com a FREQUÊNCIA e o HÁBITO de cuidar e estar com o bebê no decorrer da rotina diária, isto sim faz com que este homem (que por meses pode se sentir alheio à situação por não perceber as mesmas sensações que a mulher na gestação) sinta de fato pertencente a esta função paterna.

Esta nova família que (re)nasce merece ter um parto com muito e muito respeito para que estes hormônios sejam liberados de forma harmoniosa e no momento e hora certa!

 

 

Referência:

Parto Ativo – Guia prático para o parto normal, Janet Balaskas. Editora Ground, 2017.

Participação do pai na gestação, parto e puerpério: refletindo as interfaces da assistência de enfermagem, Ribeiro JP, Gomes GC, Silva BT, Cardoso LS, Silva PA, Strefling. Londrina v. 16, n. 3 p. 73-82, 2015.

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