Meu “Diário Semanal” de gestação – Semana 1 a 6

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Oi gente! Tudo em paz??

Aqui, admito que as últimas 4 semanas foram intensas (emocional e fisicamente falando)

Todas vocês que acessam esse blog incrível, vem atrás de informação de confiança e qualidade para acompanhar bem as gestações de vocês, certo?

Pois, a partir de hoje, colocarei toda semana uma espécie de “diário” de semana a semana, de como está sendo a minha própria gestação!

Pois é, uma doula gestante, falando como doula e gestante, para gestantes! Quando conversei com as minhas colegas doulas deste blog, busquei socorro, apoio e, certamente, como muitas que buscam, um desabafo de um sustinho básico no atraso da menstruação rsrs!

Por aqui, depois de recuperados, a família tá feliz! AMEM!!

Pois muito bem! Depois dessa “introdução”, vamos ao que interessa!

Semana 6 – Primeiros sintomas

Semana 6? Tá doida muié? Cadê as semanas de 1 a 5?

Sou  mãe de duas lindas e saudáveis crianças que me enchem de amor todos os dias. E admito que dessa vez, talvez pela correria do dia a dia, demorei pra “sentir” a presença de um novo ser em mim, conforme tinha sido com as outras duas gestações.

O primeiro sintoma foi a amenorréia (ausência da menstruação). Como eu passava por um período de muita correria e muito estresse, tomei como algo comum pra mim. Comecei a desconfiar de gravidez com 5 dias de atraso, quando vieram as primeiras ondas de náuseas.

Nesse momento pensei: “Meu Deus, não é possível!! Não foi no período fértil… não tem como!!!

(Sou adepta do MOB – Método de ovulação Billings – onde observo a aparência do muco cervical e consigo determinar meu período fértil com facilidade).

Com mais dois dias de enjoos, ficando cada vez mais intensos, somando ao sono, fome e extremo cansaço, resolvi fazer o teste de farmácia. Quando apareceu a segunda listrinha, não pude acreditar!! Eu estava mesmo grávida e dessa vez, não foi exatamente planejado para esse período. Fazia exatos um ano que eu tinha voltado às doulagens e investido em identidade visual para meu trabalho. E agora, eu estava gestando uma nova vida, novamente (minha caçula conta com dois anos de idade nessa data) e, novamente, teria um “prazo” para trabalhar, parar e ter que novamente, investir na minha volta às doulagens.

Nesse momento, me bateu uma incredulidade por conta de tudo, mas principalmente, porque eu teria esse prazo para trabalhar! Embora eu pareça muito insensível, nesse ponto, eu também desejei muito que tudo estivesse ótimo com esse bebê, pois como eu não sabia, continuava minha medicação antialérgica, para enxaqueca e uma homeopatia para limpeza do fígado e do sangue.

Depois de vários minutos trancada no banheiro, finalmente saí e mandei mensagem para meu marido, na mesma hora e, assim como eu, ele também ficou estático, incrédulo e “de queixo caído”. Mas como ele é mais tranquilo que eu, tratou logo de me ajudar a me acalmar (embora eu soubesse que ele tava tremendo na base tanto como eu hehehe).

No dia seguinte, fui na UBS dar entrada no pré natal. Eu já conheço a realidade obstétrica da minha região, da minha cidade e do meu bairro. Eu sei que os serviços são feitos por pessoas com muita boa vontade, mas que infelizmente os recursos são extremamente escassos, tanto interno quanto externamente. Leva-se várias semanas pra marcar exames simples e soube por outras gestantes que, por exemplo, ultrassom, não tinha prazo pra agendamento (tinha gestante que estava no sétimo mês de gestação e não tinha feito nem a US de primeiro trimestre ainda). Por conta disso, achei conveniente iniciar o pré natal o quanto antes pra tentar, dentro do protocolo de atendimento obstétrico do Ministério da saúde, ter pelo menos 6 consultas de pré natal.

Dado entrada no pré natal, me deram Ácido Fólico e repelente. Pela DUM, eu já contava com 6 semanas (por isso que comecei meu diário pela semana 6). Dali, eu já saí com exames agendados para dali 7 dias e a primeira consulta para dali 3 semanas. Achei que foi até rápido.

Essa é a caderneta modelo padrão do SUS em todo território nacional. Você, que iniciou seu pré natal, deve ter uma igual a essa logo em sua primeira consulta. Caso não o tenha recebido, denuncie em 180 ou 136 de sua cidade!! Foto: Arquivo pessoal

A partir daí, contei apenas para minha mãe, – já que eu passo metade da semana na casa dela, tanto enjoo e sono despertam curiosidade – para a biomédica que cuida da minha mãe e de mim com acupuntura (já que alguns pontos estimulam as contrações uterinas) e para minha irmã que mora no Canadá e é madrinha da minha filha mais velha.

Tive meu momento de entrar em parafuso e chorar horrores. Me vejo as vezes tendo que me dividir entre cuidados com a casa, com as crianças, meu trabalho como doula que não vou abrir mão de jeito nenhum, as pesquisas que eu amo fazer e me deixam feliz e eu acho que não dou conta do jeito que eu gostaria. E de repente, mais uma vida me é confiada!! “Meu Deus, o Senhor tá doido? Eu não dou conta nem do que eu já tenho, o Senhor vai me dar mais um?”. Foi isso que eu pensei!! Foi isso que chorei, desabafei, desabei em lágrimas. Mas, depois disso, veio a paz e uma certa confirmação que tudo está indo conforme deveria ser! Deus tem o controle de tudo!

É isso… essa foi a semana 6!

Logo mais, semana 7!!

Aguardem!

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