Enfermagem e humanização, como cheguei até aqui!

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Foto no estágio no Centro Obstétrico, ano de 2008 Fonte: arquivo pessoal

O amor pela obstetrícia surgiu na faculdade de Enfermagem, lembro bem das palavras da Professora Marlei que tocaram meu coração e ali eu sabia que minha vida seria voltada pra isso. Foi TCC sobre maternidade, Monografia da Pós sobre saúde da Mulher e minhas leituras sempre voltando a esse assunto. Hoje aguardo o diploma da Pós em Obstetrícia, logo logo serei Enfermeira Obstetra com muito amor!

Em 2011 comecei a trabalhar em Capanema, como enfermeira na Equipe da Saúde da Família, trabalho maravilhoso que nos coloca em contato com toda população, no inicio do ano passado, assumi a coordenação do Centro Materno Infantil, onde realizo, junto a equipe multidisciplinar, ações voltadas a saúde materno-infantil, aleitamento e cuidados gerais.

Em julho de 2016, doulando a Leticia. Foto: Patricia e Maikon Vargas

Em maio minha vida mudou

Mas foi no ano de 2014, precisamente em maio que minha vida mudou, a Sheila mudou, e foi durante o Curso de Formação de Doulas em Cascavel, depois de minha amiga Ana Greici tanto insistir, confesso que fui meio desacreditada para o curso, pensando “Ah, eu sou enfermeira, leio tanto sobre isso, não terá tanto acréscimo assim, muita coisa já sei”. Que engano, que engano maravilhoso, lá aprendi e vivenciei o nascimento de uma maneira que nunca havia imaginado, primeiro pelas palavras das colegas de curso que trouxeram suas vivencias, tocaram o meu coração, depois pelas palavras dos professores, depositando em nós os conhecimentos, experiências e incentivando a buscar uma melhor assistência as mulheres. Como mudou meus pensamentos, eu sempre falo que o curso de doula veio pra me transformar, principalmente como mulher.
Aprendi a acreditar no EU feminino, acreditar que toda mulher é forte, que toda mulher é capaz, que precisamos acreditar em nós mesmas, que precisamos de informações baseadas em evidências e que temos muito ainda que aprender. Aprendi a respeitar a escolha da mulher, seja ela qual for, mas se ela pedir minha contribuição, com certeza estarei ali a disposição para oque precisar. Aprendi a ser paciente e entender que nem tudo é na hora que nós queremos.

Quando acompanho uma gestante, o aprendizado é mútuo, como eu aprendo com elas, surgem duvidas, questionamentos, literalmente estudamos juntas, e vivenciar esse momento com essa nova família é muito gratificante, é oque impulsiona a continuar.

Não sou contra cesárea, de maneira nenhuma, ela salva muitas vidas quando bem indicada, sou a favor da escolha informada, com a gestante sabendo dos riscos e benefícios de ambos, parto natural e cesárea e optando pelo melhor pra essa família. Indicações reais, com a humanização inserida nesse processo, serão sempre bem vindas!

Julho de 2018. Amamentando a Alice, com 1 ano e 9 meses e gestando o Davi com 36 semanas. Foto: Leila Fernanda de Lara

Minhas gestações e partos

Quando engravidei em 2015, foi um misto de surpresa e felicidade, tínhamos recém-casado e a gestação veio para alegrar ainda mais nossa família! Logo mais veio a notícia da perda gestacional, o coração se encheu de luto, tristeza, mas com muito amor e auto-conhecimento, logo veio a gratidão, afinal, nosso anjo de luz veio a esse mundo para ensinar, que tudo tem seu tempo, que não temos controle sobre tudo e que o amor, ahhh ele vence tudo, fica a saudade, fica o amor e fica a gratidão, pelo ensinamento.
Em 2016, gestar a Alice trouxe muita insegurança, medo de perdê-la e logo após alívio que tudo estava correndo bem! Nasceu em um lindo parto domiciliar planejado, foi recebida pelo pai e veio direto ao meu colo, exatamente como sonhamos! Alice nasceu e eu renasci como mulher!
Há 11 dias, nasceu o Davi, novamente em um parto domiciliar planejado, lindo e intenso, como deveria ser, chegou nos mostrando que vale a pena cada esforço, cada espera, superou muitos medos, muitos mitos e hoje estamos aqui, na nossa lua de leite, enquanto escrevo essas palavras para vocês!

Aleitamento Materno

Sobre o Aleitamento Materno, a experiência como enfermeira contribuiu muito, o curso de coach em aleitamento materno veio para completar e a vivência de amamentar preencheu todos os quesitos para amar esse tema e despertou o desejo de contribuir nesse momento com outras mulheres e famílias. Ser facilitadora em Aleitamento Materno me traz muita alegria e motivação profissional.
Espero que toda mulher seja respeitada, acolhida e tenha suas escolhas e vontades aceitas! Precisamos lutar por uma assistência de qualidade, humana, que vise o bem estar da família, da mulher, bebê! Espero contribuir enquanto profissional e pessoa para a mudança nesse cenário, contribuir para o empoderamento feminino.
Gratidão ao Universo por me proporcionar essa experiência!

Para saber mais sobre reais indicações de cesarea:

http://estudamelania.blogspot.com/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

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