Doula e os métodos não farmacológicos para dor no parto

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Método não o que?

O nome é estranho e deixa a gente confusa nesse mundo de informação sobre parto, certo? Então vamos começar esclarecendo o que seria esse termo;
Método não farmacológico é tudo aquilo que pode ser feito como intervenção sem utilização de medicamento. Farmacológico por definição é “referente a ou fundamentado em pesquisas que tomam por base a farmacologia.” Como doula é uma profissional que acompanha o parto mas não é técnica da área de saúde, ela não tem autorização de prescrever ou utilizar medicamentos. Isso cabe a enfermagem e aos médicos. Ok?

O que eles fazem?

Além do alívio da dor, estes métodos promovem relaxamento, reduzem a ansiedade, aumentam o vínculo entre a gestante e seu/sua acompanhante e reduzem o risco de exposição desnecessária aos fármacos. Tudo de bom não é? A doula durante o trabalho de parto observa a mulher e vai aplicando cada um deles, conforme a necessidade.

Dito isso, você deve estar se perguntando quais são esses métodos que as doulas tanto utilizam, certo? Antes de falarmos sobre cada um deles especificamente, vale a pena entender os fatores que nos levam a utilizar essas técnicas.

Segundo essa pesquisa, são fatores que podem influenciar na intensidade da dor

  • Sentimentos como medo, ansiedade e tensão.
  • Motivação para o parto e maternidade.
  • Participação em cursos de preparação para o parto.
  • Idade da paciente.
  • Condições socioeconômicas.
  • Tamanho do feto.
  • Peso da paciente.
  • Experiências anteriores.
  • Uso de drogas para induzir / aumentar as contrações uterinas.
  • Filosofia institucional.

 

A presença da doula no seu trabalho de parto faz diferença justamente por ser a pessoa encarregada em proporcionar conforto físico e emocional para você, no momento da dor, de forma eficiente. Ela tem a capacidade de perceber quais desses fatores podem estar agindo no emocional da mulher e ajudá-la a passar por isso da melhor forma possível no momento.

E quais são eles?

Os métodos mais conhecidos para utilização para o alívio da dor são as técnicas de respiração; massagens; banhos; bola suíça e deambulação. Existem outros? Sim, temos aromaterapia, hypnobirth, acupuntura, Florais de Bach etc porém, essas técnicas pedem cursos específicos e um texto só deles, individualmente. Nem toda doula sabe trabalhar com todos, sendo assim vamos focar no mais básico do treinamento de doulas por agora. Vamos a eles.

Técnicas de respiração

Têm a função de reduzir a sensação dolorosa, melhorar os níveis de oxigenação no sangue da mãe, proporcionar relaxamento e diminuir a ansiedade. Os exercícios respiratórios podem não ser suficientes na redução da sensação dolorosa durante o primeiro estágio do trabalho de parto, porém são eficazes na redução da ansiedade. Nesta fase, prioriza-se a respiração lenta com inspiração e expiração profundas e longas em um ritmo natural, sendo realizada no momento das contrações uterinas.

Massagens

Trabalho de parto ativo e massagem rolando. Foto: acervo pessoal

Durante os pródomos, fase latente ou ativa, a massagem é bastante eficaz no alivio da dor para a mulher em trabalho de parto. A experiência varia para cada mulher, algumas até preferem não ser tocadas durante essa etapa.  A massagem realizada não é agressiva ou vigorosa, mas sim busca dar alívio pontual, geralmente na lombar e nas costas da mulher durante o trabalho de parto.
Porém, na pesquisa realizada foi observado que a massagem é eficaz no alívio da ansiedade, dor e estresse, sendo mais efetiva para reduzir a dor, quando utilizada no começo da fase latente.
Para massagear, as doulas utilizam as mãos, às vezes com a utilização de óleos essenciais (aromaterapia) e rebozzo.

Rebozo

 

Banhos

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Como método de alívio, o banho é muito eficaz quando feito com água quente ou morna, de acordo com o gosto da gestante. Especificamente na lombar (usando o chuveiro) ou como imersão, ele auxilia no trabalho de parto, promovendo uma melhora na sensação de dor.

Segundo a pesquisa, os resultados mostraram que o banho de imersão deve ser iniciado após 3 cm de dilatação, para não prolongar o trabalho de parto e prejudicar os resultados neonatais.

Bola suíça

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na bola a parturiente consegue ficar sentada com a coluna bem alinhada, sem desconforto. Ao contrário da cadeira (que é muito rígida), a bola amolda o corpo da gestante. Ela pode ficar simplesmente parada ou realizando movimentos verticais para cima e para baixo. Isto, além de ajudar na descida do bebê, também alivia a dor. A parturiente pode ainda, fazer movimentos rotativos com a pelve, rebolando na bola.
A movimentação do quadril facilita a rotação do bebê, auxiliando-o a se deslocar para a posição correta.

Outra opção é ficar encaixando e desencaixando o quadril (projetando a pélvis para frente e para trás). Em todos esses exercícios sobre a bola, é recomendável que a parturiente segure as mãos da doula ou do companheiro, para ficar com mais firmeza.

É um momento que a mulher sente segurança, quando o companheiro a abraça e “entra junto na dança” para trazer o bebê do casal ao mundo.

Deambulação

Nada mais é que se manter em movimento! Você já deve ter ouvido que parto é movimento e a deambulação ajuda muito nessa hora. Segundo estudo, a deambulação acima dos 4 cm de dilatação ajuda a mulher a desfocar da dor do parto, por estar de pé (posição vertical). Além disso, ajuda na descida do bebê pelo canal e ajuda na dilatação. Muitos benefícios não é? Uma mulher em movimento, pode agachar, andar, ir ao chuveiro, enfim… pode ser livre para achar a melhor posição para parir seu filho.

O que eles fazem?

Além do alívio da dor, estes métodos promovem relaxamento, reduzem a ansiedade, aumentam o vínculo entre a gestante e seu/sua acompanhante e reduzem o risco de exposição desnecessária aos fármacos. Tudo de bom não é? A doula durante o trabalho de parto observa a mulher e vai aplicando cada um deles, conforme a necessidade.

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Referências:

MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS DE ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO – Rotinas Assistenciais da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro http://www.me.ufrj.br/images/pdfs/protocolos/enfermagem/metodos_nao_farmacologicos_de_alivio_da_dor.pdf

Métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto: revisão integrativa http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/942

Métodos não farmacológicos para alívio da dor durante trabalho de parto Kathlin Cristina Coelho, Ivanilde Marques da Silva Rocha, Anderson Luiz da Silva Lima https://www.recien.com.br/index.php/Recien/article/view/244

Métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto: uma revisão sistemática – Michele Edianez GayeskiI; Odaléa Maria BrüggemannII http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072010000400022

Imagem destacada: @mfontainefotografia

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