Amamentar, até quando ?

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A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida e continuada por pelo menos 2 anos ou mais, junto a alimentação complementar.

Foto: Mirian Rocha.

Quais as vantagens para o bebê continuar sendo amamentado ?

Até os seis meses de vida o leite materno é o único alimento capaz de atender de maneira adequada todas as necessidades da criança, e deve ser o principal alimento no seu primeiro ano de vida.

Após 1 ano, continuará trazendo benefícios para o crescimento e desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança, sendo fator de proteção para obesidade infantil,  doenças crônicas ( diabetes, hipertensão), além de aumento da  imunidade para doenças infecto-contagiosas e alergias.

Segundo o Ministério da Saúde, o leite materno entre os 6 e os 12 meses de vida, contribui com aproximadamente 50% da energia necessária da criança, e entre 12 e 24 meses com 33%.

O leite materno, produzido entre 1 e 2 anos de idade contém: 95%  das necessidades de vitamina C; 45% das de vitamina A; 38% de proteína; 31% total das energias necessárias.

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Quais as vantagens para a mãe que amamenta por mais tempo ?

O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, evita nova gravidez e o intervalo inter-partal. Estudos comprovam que continuar amamentando por mais tempo diminui as chances de câncer de mama, ovário, uterino, câncer de endométrio e diabetes tipo 2.

Quais os mitos relacionados a amamentação continuada ?

“O leite vira água”. Não, o leite nunca vira água, sempre terá uma porcentagem de nutrientes que o bebê precisa de acordo com a idade.

“Meu bebê come mal, a culpa é do peito”. Não, a culpa não é da amamentação, crianças, principalmente depois dos 2 anos apresentam uma diminuição normal do apetite.

“Dorme mal, porque mama a noite”. Desmamar não é garantia de dormir a noite toda, quando a criança estiver “pronta” irá dormir a noite inteira.

Fatores que influenciam na amamentação continuada

De acordo com as evidências cientificas, os fatores que atrapalham ou impedem a amamentação continuada são:

  • Licença maternidade inferior a 6 meses para a maioria das mulheres trabalhadoras,
  • Introdução precoce de outros leites, chás, água e alimentos antes dos 6 meses de idade.
  • O uso de bicos artificiais ( chupetas e mamadeiras).
  • Falta de apoio do companheiro e família.

Estudos mostram que as mulheres que permaneceram em casa durante os primeiros 6 meses de vida do bebê obtiveram melhores resultados com amamentação exclusiva. Fazer uso de bicos artificiais (chupetas e mamadeiras) pode acontecer a confusão de bicos e consequentemente levar ao desmame precoce.  A introdução de alimentos ou outros tipos de leite antes dos 6 meses, reduz as chances do aleitamento materno por mais tempo. A falta de incentivo e apoio do companheiro/ família tem sido um dos fatores principais para o desmame após o primeiro ano de vida da criança.

É claro os benefícios que amamentar por mais tempo traz para a mãe e o bebê, porém a decisão de cada família deve ser acolhida e respeitada,  compete aos profissionais de saúde e todos que apoiam o aleitamento materno, esclarecer e orientar, para que as decisões sejam tomadas de forma tranquila e consciente.  E ao governo cabe a criação de políticas públicas que realmente apoie a mulher e  amamentação.

Foto: Naedna Torres

“Quando eu penso em desistir, eu escolho continuar”. – Autor desconhecido.

Beijos da Doula,

Agda Porto.

Referências

SAÚDE DA CRIANÇA:Nutrição Infantil, Aleitamento Materno e Alimentação Complementar.  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_nutricao_aleitamento_alimentacao.pdf

 

 

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