Vamos falar do trabalho de parto prematuro e bebê prematuro

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E se nascer antes do tempo?

Muita gente se preocupa com a idéia de uma gestação depois das 40 semanas e o bebê passar da hora, mas e se o bebê nascer antes do tempo? Como é a assistência ao bebê prematuro e quais os fatores que podem levar a um trabalho de parto prematuro? 

Continue lendo este texto e vamos descobrir juntas.

 

Quais os sinais de um trabalho de parto prematuro?

Se você já está por volta das 20 semanas provavelmente já percebeu a presença das contrações de Braxton Hicks, conhecidas também como contrações de treinamento. Essas contrações são indolores, causam apenas o endurecimento do útero e são de curta duração. Então está tudo ok se você está sentindo essas contrações.

Fonte: Fetalmed

Agora se essas contrações vierem acompanhadas de outros sintomas como:

  • Cólica, semelhante a menstrual,
  • Dor na lombar ou na pélvis,
  • Aumento do corrimento vaginal,
  • Perda de líquido ou sangramento,
  • Diminuição dos movimentos do bebê.

É bom procurar o seu médico obstetra ou ir para uma avaliação em uma maternidade e relatar os sintomas.

Quanto mais cedo for diagnosticado o trabalho de parto prematuro, mais êxito poderá ter a inibição do parto.

Classificação de prematuridade

Fonte: www.tve.com.br

De modo geral, é considerado prematuro ou pré termo, todo bebê nascido antes das 37 semanas completas, porém dentro desses parâmetros existem outras subclassificações que identificam o grau de prematuridade desse bebê.

 

Prematuridade extrema: todo bebê nascido com idade gestacional igual ou menor a 30 semanas é classificado como prematuro extremo. Em média estes bebês pesam por volta de 1.500g e medem aproximadamente 38cm, são bebês que demandam uma atenção maior da equipe neonatal, pois ainda não conseguem manter um padrão de respiração, regular a temperatura e necessitam de dieta específica e intravenosa, ou seja, são bebês que precisam ficar sob os cuidados da UTI neonatal por tempo indeterminado.

 

Prematuridade moderada: O prematuro moderado é classificado como nascido entre 31 a 34 semanas, o peso pode variar entre 1600g a 2300g, são bebês que podem nascer com alguma dificuldade respiratória, mas nem todos vão precisar de intubação, a taxa de mortalidade deste grupo é bem baixa e alguns recebem alta da UTI neonatal em 24h.

Fotografia: Julia Vanegas
Jordani entrou em trabalho de parto as 33 semanas, houve tentativa de inibir o parto, mas ela pariu seu filho 4 dias depois, Léo nasceu e foi direto para o colo da mãe e não precisou de UTIneo Fotografia: Julia Vanegas

Prematuridade limítrofe: São classificados neste grupo os recém nascidos entre 35 a 36 semanas completas (37 incompletas), a maioria pesa acima dos 2200g e medindo acima dos 45cm. Boa parte dos prematuros limítrofe apresentam um padrão respiratório razoável, podendo apenas ficar na UTI neonatal para observação e dependendo da avaliação do neonatologista poderá seguir para o alojamento conjunto com a mãe, mas alguns prematuros limítrofe podem não conseguir regular a temperatura adequadamente, ter dificuldades em sugar o peito da mãe, dificuldade em respirar, apresentar icterícia grave ou outras doenças que dificultam a adaptação do recém nascido ao mundo fora do útero.

Por essa razão cabe ao neonatologista avaliar e decidir se há necessidade ou não de internação na UTI neonatal.  

Fatores de riscos que podem levar a um trabalho de parto prematuro:

Infelizmente qualquer gestante pode estar sujeita a ter um trabalho de parto prematuro sem causa conhecida, mas alguns sinais ou sintomas podem aumentar as chances de desencadear um parto antes da hora, tais como:

Infeção urinária, descolamento de placenta, Hipertensão, síndrome de hellp, diabetes gestacional descompensada, trombofilias, infecções congênitas, tabagismo, patologias uterinas, Insuficiência istmo cervical(IIC), má formação fetal, alguma síndrome genética, parto gemelar.

Um pré natal de qualidade pode ser um grande aliado para evitar ou detectar sinais de trabalho de parto prematuro. Caso seja confirmado que se trata de um trabalho de parto prematuro, o médico irá avaliar quais condutas tomar, se para o binômio mãe/bebê é interessante inibir o parto ou se antecipar o nascimento seria o melhor para os dois.

Método canguru

                         

Fonte: Manual Técnico Método Canguru

Criado por Edgar Rey Sanabria e Hector Martinez em 1979, no Instituto Materno-Infantil de Bogotá, Colômbia, a técnica consiste em deixar o recém nascido prematuro ou de baixo peso em posição verticalizada entre os seios da mãe ou pai e em contato pele a pele, “amarrado” com auxílio de lençóis ou sling, e permanecer assim pelo tempo que for prazeroso e confortável para ambos.

 

 

 

Esse simples contato com o recém nascido beneficia:

  • O vínculo mãe/bebê
  • Aumenta a estimulação sensorial do recém nascido
  • Aumenta a confiança dos pais de pegar o bebê mesmo sendo baixo peso
  • Favorece a regulagem da temperatura do bebê
  • Estimula o aleitamento materno
  • Diminui o tempo de permanência hospitalar

A presença dos pais na UTI neonatal é fundamental, porque proporciona o bem estar do bebê e reforça os laços afetivos da família.

Fonte: Papo de mãe

Como fica a amamentação

Mesmo tendo nascido antes do tempo, a mulher deverá ser incentivada a realizar estímulo na mama ou extração do leite, mesmo que seu bebê ainda não esteja se alimentando de leite materno. Alguns hospitais ou cidades contam com o auxílio do Banco de Leite Humano, instituição que realiza esse acolhimento a mãe de prematuro, recebe doação de leite materno e encaminha para as UTI neo.

Fonte: Vale Amamentar

Como já mencionamos, o método canguru favorece o aleitamento materno precoce que é de extrema importância para qualquer recém nascido.

Se você está com seu filho na UTI neonatal e deseja amamentar, peça ajuda a equipa da unidade ou procure o banco de leite da sua cidade.

Aqui em São José do Rio Preto/SP o Banco de Leite Humano está localizado na Av. dos Estudantes, 1886 – Jardim Novo Aeroporto

Telefone do Banco de Leite (17) 3214-3422

Referências:

Fatores de Risco

https://sobep.org.br/revista/component/zine/article/112-anlise-dos-fatores-obsttricos-socioeconmicos-e-comportamentais-que-determinam-a-frequncia-de-recm-nascidos-pr-termos-em-uti-neonatal.html

http://www.ginecologiaeprevencao.com.br/pdf/Indicadores%20de%20risco%20para%20o%20parto%20prematuro%20RBGO2009.pdf

Metodo Canguru

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_canguru_manual_tecnico_2ed.pdf

 

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