Indução de Parto!

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Indução, parto normal!

Assim que faz um teste de farmácia e nele dá o tão esperado POSITIVO, começam os preparativos  e neles incluem o pré natal. O pré natal é o acompanhamento médico que toda gestante deve ter, a fim de manter a integridade das condições de saúde da mãe e do bebê.

Um dos primeiros dados vistos no pré natal e anotado na caderneta da gestante é a DPP (data provável do parto), essa data é a estimativa de quando o bebê vai nascer, podendo ser calculada de maneiras diversas a partir da data da última menstruação ou pelo primeiro ultrassom (sendo ele o mais ¨fiel¨), os demais aumenta a probabilidade de erro, pois influencia o tamanho do bebê.  

E quando chega a data provável e o bebê não nasce?

A primeira coisa que a gestante vai enfrentar se chegar a data provável do parto e o bebê não nascer são as cobranças, começam por medos, que a criança vai ¨passar da hora¨, vai crescer demais e não passará na pelve, entrar em sofrimento, nascer roxo, entre outras ¨crenças¨ de que não possui informações baseadas em evidências científicas.

Uma das premissas básica elegem a gravidez prolongada (idade gestacional de 42 ou mais semanas) como um dos temas obstétricos mais importantes. Estudos colocam alguns itens como de risco para gestações prolongadas, entre eles estão o da mortalidade perinatal (por anoxia intra-uterina não diagnosticada adequadamente); aumento da morbidade (oligoidrâmnio, síndrome de aspiração meconial, tocotraumatismos pela macrossomia fetal, comprometimento neurológico do recém-nascido e aumento da taxa de cesáreas).

Entretanto, para se evitar que a gestação pós-termo (entre 40 e 42 semanas) avance além de 42 semanas, submetendo-se aos riscos acima listados ou interromper uma gestação por riscos maiores que sua continuidade uma proposta muito sedutora é a conduta de se induzir o parto.

Quando fazer uma indução?

A indução do parto tem a finalidade de promover o nascimento antecipado por parto vaginal quando sua continuidade desenvolve maior risco materno-fetal que sua interrupção.

As indicações mais frequente de indução do trabalho de parto ou parto induzido como chamamos foram a corioamniorrexe prematura ou seja ruptura prematura das membranas amnióticas ou ainda bolsa rota com idade gestacional prematura, oligoâmnio (redução do líquido amniótico) e o pós-datismo, esse procedimento é uma importante estratégia para reduzir os índices de cesárea.

O atraso do parto em relação a data prevista acontece com certa frequência, isso pode depender de muitos fatores. Os fatores mais comuns que podem causar o adiamento da data prevista para o parto são erros de cálculo, os médicos calculam que a gravidez acontece catorze dias depois da última menstruação. A partir desse cálculo, determinam uma data prevista para o parto, apesar desse método ser utilizado, são poucas as mulheres que têm um ciclo menstrual de 28 dias. Dessa forma, é mais difícil determinar uma data exata para o nascimento do bebê. Portanto, se você chegou na 40ª semana de gestação e ainda não tem sinais de trabalho de parto, isso quer dizer que o seu parto vai passar da data prevista? Não, não se pode falar que seu parto vai passar da data prevista, pois é bem provável que essa data tenha sido mal calculada. Além disso cada bebê tem seu tempo para amadurecer e está tudo bem.

Outro fator são as primigestas, quando se é mãe pela primeira vez, existe a chance de que o parto ocorra após 40 semanas de gestação. As mães de primeira viagem às vezes precisam de mais dias de gestação para que o colo do útero fique pronto.

Um ponto importante que pode colaborar no pós data é a ansiedade e estresse, isso geralmente acontece com mulheres que estão com medo do parto devido a experiências que ouviram de outras mulheres que sofreram com as dores do parto ou ainda não conseguiram digerir algum tipo de situação ou sentimentos. O ideal é que a mulher fique o mais relaxada possível, trabalhe todos esses sentimentos que podem segurar que o trabalho de parto inicie.

Bebê nascendo

Em relação a bolsa rota prematura, quanto menos idade gestacional maior a chance de o bebê não estar pronto para o nascimento, podendo ter problemas na sua formação, como os pulmões não estarem prontos (hipoplasia pulmonar), deformidades do esqueleto axial, pneumotórax e sequelas tardias (paralisia cerebral, cegueira, surdez), bebês com idade gestacional menor que vinte e quatro semanas tem poucas chances de sobreviver. Quando a Bolsa rompe precocemente a indução é bem vinda, pois facilita que a gestante inicie o trabalho de parto e evite passar por uma cesária.

O líquido amniótico por sua vez, desempenha papel de grande importância no desenvolver da gestação, propiciando vários benefícios ao feto, logo sua diminuição exagerada pode trazer morbidade fetal. Após tentativas de aumentar o líquido como aumentar a ingestão de líquidos (hiper hidratação materna), ficar em imersão na água, se mesmo assim o volume continuar baixo é necessários interromper a gestação e nesse caso a indução também é uma alternativa.

Gestações de alto risco algumas vezes também são motivos a se levar a induzir um parto, uma indução bem feita e indicada no momento certo diminuiu o índice de cesarianas.

Indução não farmacológica

Atualmente existem métodos não farmacológicos para se induzir um trabalho de parto, os métodos naturais não apresentam riscos à saúde do binômio mãe/filho e pode ser usados mais que um método ao mesmo tempo.

As formas de indução natural são, a Homeopatia que é medicina alternativa e curativa reconhecida pela OMS, Acupuntura que é um ramo da medicina

Fonte fisioterapiaresolutiva.com.br

tradicional chinesa, Estimulação mamária (embora esse método ainda tenha pouco efeito nas gestante de colo desfavoráveis), Relações sexuais por ação da prostaglandina do sêmen e ação da ocitocina liberada no orgasmo, Descolamento de membrana é uma técnica realizada ao toque vaginal, fazendo movimentos circulares afim de descolar a membrana, é uma ação mecânica sobre o colo do útero mas também promove liberação de prostaglandina, Óleo de prímula contém prostaglandina que ajuda a amolecer o colo do útero, Óleo de Rícino, Chá de folhas de frutas vermelhas, Tâmaras, Abacaxi, Alimentos picantes, algumas mulheres têm resultados também com exercícios físicos, relaxamento e meditação.

Indução farmacológica

Se o parto precisa ser adiantado e não ocorreu com indução natural, pode se partir para uma indução farmacológica antes de ir a uma cesariana. Grande parte das mulheres que são submetidas a uma indução de parto tem sucesso e  mãe/ bebê ficam tão bem quanto aos que entraram em trabalho de parto espontâneo. Porém cada caso deve ser avaliado individualmente e escolhida a melhor forma de induzir o parto.

Entre as formas de indução farmacológica podemos citar a Relaxina sintética (pouco usada nos dias de hoje), Mifepristona forma farmacológica de

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antagonizar a progesterona, Ocitocina é um hormônio que nosso corpo produz, porém na indução é um sintético. O uso da Ocitocina quando o colo uterino é imaturo está associada a partos longos, dores de contrações mais intensas, chances de falhas, nessa situação seria mais eficaz o uso do Misoprostol, contudo a gestante não pode ter cesárea anterior, por falar nele o Misoprostol é um outro método de acelerar o trabalho de parto, é um composto sintético de prostaglandina, seu uso é feito via comprimido vaginal, Dinoprostona no Brasil não é utilizado devido ao custo, Sonda Foley embora ela seja de ação mecânica, ela também é usada liberando prostaglandina e associada a ocitocina para melhor resultado.

E se a indução do parto não funcionar?

Em primeiro lugar, é preciso ter paciência. Pode ser que sejam necessárias muitas horas, até mais que um dia, para que o organismo responda à indução e o trabalho de parto avance. Caso ele não avance, a gestante é submetida a cesária.

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Colocando tudo na Balança

Em resumo, é melhor esperar quando o bebê está saudável e a gravidez ainda está ocorrendo tranquilamente. Já a indução é indicada quando houver razão para antecipar o nascimento, ou seja, tudo é uma questão de pesar prós e contras e lembrar que o melhor parto é aquele que garante o bem-estar de mãe e filho!

 

Indução do parto em gestações pós-termo com 41 semanas –http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302003000300019&script=sci_arttext&tlng=pt

Indução do trabalho de parto em primíparas com gestação de baixo risco – https://www.revistas.ufg.br/fen/article/view/10359

RESULTADOS MATERNOS E PERINATAIS NA RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANAS – https://revistas.pucsp.br/RFCMS/article/view/19290/pdf

Líquido amniótico, atividade física e imersão em água na gestação –http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbsmi/v5n4/27758.pdf

Métodos para indução do parto –http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbgo/v27n8/26761.pdf

Métodos farmacológicos de indução do trabalho de parto: qual o melhor? / Pharmacological methods for induction of labor: what’s the best? – http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/lil-546441

 

 

 

 

 

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