Bossa, cabeça oval ou pontiaguda, você sabe o que é?

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O nascimento de um bebê é algo maravilho.

Durante toda a gestação, imaginamos como aquele bebezinho será.

Muitas vezes, o bebê não nasce do jeitinho que imaginamos.

Ao nascer, seu bebê pode apresentar deformidades na cabecinha, mas calma, isto não é grave.

A cabeça do bebê é frágil, os ossos são unidos por membranas, e para facilitar o parto ela se molda ao canal vaginal. O corpo é muito inteligente, sempre facilitando os acontecimentos com movimentos fisiológicos.

 

Nascimento Sara. Arquivo pessoal

Existem três principais deformidades transitórias e a causa pode ser a apresentação do bebê no canal de parto ou uso de instrumentos durante a fase expulsiva do trabalho de parto.

São elas:

Bossa serossanguínea: é um inchaço mole e mal limitado, aumentando a espessura do couro cabeludo. Geralmente aparece devido a apresentação da cabecinha do bebê no canal de parto e o tempo desse parto. Desaparece espontaneamente até o terceiro dia de vida.

Arquivo pessoal

Céfalo hematoma: bem limitado ao osso atingido, normalmente aparece após o uso de instrumentos como fórceps e vácuo extrator. Desaparece espontaneamente em algumas semanas após o nascimento e em casos raros pode calcificar.

Cavalgamento das suturas: é o mecanismo de adaptação ósseo para a passagem pelo canal de parto, o que deixa a cabeça com aspecto “torto”. Os ossos voltam ao normal dentro de uma semana.

Muitos pais podem se assustar em ver seu bebezinho com a cabecinha oval ou pontiaguda, mas fiquem tranquilos, em dias ou semanas ela já estará redondinha novamente.

Nascimento Benício. Arquivo pesoal

Dica 1: mesmo que seja verão, leve uma toquinha para a maternidade, ou use nos primeiros passeios com o bebê, isso vai evitar olhares e comentários maldosos.

Dica 2: modificar frequentemente a posição do bebê no berço, isso ira ajudar a moldar a cabecinha rapidamente.

Essas deformidades transitórias são muito comuns e não oferecem nenhum risco pro bebê.

Qualquer dúvida converse com o pediatra. E as consultas de rotinas irão te tranquilizar também.

Referências

Manual de Neonatologia, Secretária de Estado e Saúde de São Paulo, 2015

Enfermagem na Pratica Materno-Neonatal, Luciane Araujo e Adriana Reis, Editora Guanabara Koogan 2012

Anamnese e exame físico do recém nascido, Elysangela Duarte e Patrícia Braga, PROENF, 2011

Atenção à Saúde do recém nascido, Ministério da Saúde, 2011

Caderneta de Saúde da Criança, Ministério do Saúde, 2005

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