A mulher que habita em mim

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Essa sou eu: me chamo Mariane, tenho 26 anos, sou formada em Gestão de Recursos Humanos, feminista, ativista do parto, doula, casada e mãe de um furacãozinho chamado Pedro de quase 2 anos. Mas prefiro não me definir tanto, já que acabo me limitando. Estou em constante evolução e aprendizado, sou cíclica!

Foi através do meu filho que ocorreu o despertar para o meu feminino, onde pude enxergar toda potência e beleza do que é SER MULHER.

Gestando...
Foto: acervo pessoal. Está sou eu gestando!

Desde minha formação em Gestão de Recursos Humanos (2012), atuei na área e aprendi muita coisa, mas me faltava algo que eu não conseguia compreender e nunca estive completamente satisfeita com meu trabalho. Mesmo com este sentimento, me dediquei integralmente às oportunidades que tive, pois sabia que algo muito bom estava por vir. Me casei (2014) e logo depois surgiu o desejo de engravidar.

Eu sempre quis ser mãe, acho um privilégio muito único poder gestar, parir e nutrir um outro ser.

Sou uma pessoa que quando quero algo, costumo ser muito persistente e faço diversas pesquisas sobre o assunto; e claro que para para gestar e parir não poderia ser diferente! Li muito sobre gestação, parto, amamentação, frequentei as rodas de gestante com meu marido, procurei relatos de parto, assisti a vídeos, porém, o que foi o divisor de águas mesmo (e acredito que para muita gente) foi o documentário “O Renascimento do Parto”.

Quando realmente engravidei, me deparei com as dificuldades que teria para poder trazer meu filho ao mundo de forma respeitosa, num país com altas taxas de cesárea e um sistema obstétrico muito falho. Depois de muitas dificuldades, eu e meu marido optamos pelo parto domiciliar, decisão tomada com muita conversa e evidências científicas.

Tivemos uma equipe multidisciplinar incrível!

Nosso parto finalizou numa cesárea intra parto, que foi muito bem indicada e não foi rotineira.

Foto: Amor em Foco Fotografia
Eu sendo doulada
  • Doula: ajudou na construção do meu empoderamento para o parto, sem tutelar. Esteve ao meu lado quando mais precisei, me lembrando o quanto eu era forte. No pós-parto me esclareceu dúvidas sobre amamentação e minha nova realidade.
Foto: Amor em Foco Fotografia
Obstetriz
  • Obstetrizes: quanto carinho e dedicação a profissão, nunca esquecerei das consultas domiciliares, do cuidado na monitoração frequente do trabalho de parto e auxílio com amamentação.
Foto: Amor em Foco Fotografia
Pediatra
  • Pediatra: mesmo finalizando o parto numa cesárea intra parto, eu e meu filho tivemos nosso contato pele a pele respeitado, seu cordão só foi clampeado quando parou de pulsar, não teve colírio, não teve aspiração, só tomou banho quando eu quis, não teve intervenção desnecessária. Só teve muito amor e acolhimento.
Foto: Amor em Foco Fotografia
Obstetra (me mostrando minha placenta!)
  • Obstetra: não é qualquer obstetra que banca uma transferência de parto domiciliar e mesmo assim tenta o parto normal até onde for seguro para mãe-bebê. Ela foi fantástica e muito humana, me dando total suporte para um parto respeitoso da transferência até o nascimento.

Depois dessa experiência incrível e um “powerpério” intenso, vi que poderia ajudar outras mulheres a também terem um parto humanizado, onde seu protagonismo é respeitado e pautado na medicina baseada em evidências.

Quando meu filho estava com quase 1 ano e meio, surgiu a oportunidade de realizar o curso de doulas…

E detalhe: ministrado por minha doula querida! Claro que eu embarquei nessa e também me tornei doula! ?

Hoje atuo como doula na preparação para o parto normal, suporte no trabalho de parto e sou uma das facilitadoras do Coletivo Rede de Apoio Materno.

Você que está gestando e em busca de um parto humanizado, saiba que uma doula pode te ajudar e muito nesse processo. Tudo que você precisa é de alguém que confie no seu corpo, na sua capacidade de parir e na sua potência feminina. 

Referências:

Continuous support for women during childbirth https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD003766.pub5/full

 

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6 respostas para “A mulher que habita em mim”

  1. Mari, minha doula querida! Graças a vc meu parto foi o melhor possível, vou sempre agradecer a vc pelo acolhimento, pelo apoio, pela confiança em mim e pela orientação, que foram essenciais pra que acontecesse tudo da melhor forma. Obrigada! ?

    1. Eu que sou grata por terem me escolhido!
      Muito gratificante ver mulheres tendo o parto que desejam. 😉

  2. ?Graças a mulheres como você que muitas outras mulheres se tornam plena e descobrem a força que têm. Parabéns Mary e muita saúde para continuar nesta brilhante tarefa ?Bjs Maria

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