Em busca da minha Metamorfose

Compartilhe:

 

 

Começo a contar para vocês um pouco da minha história , engravidei eu tinha 19 anos ,  e uma certeza eu tinha : Eu queria muito um parto normal ; mas todas ás vezes que eu ouvia falar em parto normal era aquele cheio de violências :  episiotomia , manobra de kristeller , posição litotômica ( sem consentimento da mulher é violência sim!), eu não acreditava que pudesse ser assim. Mas em assunto de parto eu era leiga , fui na médica da familia e ela me disse que tudo bem , que eu poderia ter parto normal sim , cheguei ás 35 semanas e 6 dias eu estava cheia de dores , não conseguia levantar da cama , me movimentar nem nada , corri pra emergência achando que poderia ter algo errado : fiz monitoração do feto , fiz o toque e não tinha dilatação , bebê ok , tudo bem, voltei pra casa.
No outro dia as dores continuavam , fui na médica , que disse estou sentindo o bebê bem aqui em baixo , vou te internar , fui para a maternidade TOP do Rio de Janeiro , Perinatal . Fiz o cardiotoco , tudo bem , bebê ok achei que poderia voltar pra casa , leve engano , Nanda já ajeitamos tudo , seu filho nasce hoje. Oi? Dra. mas o plano não era esperar?  Não , porque vi que o seu filho está com bcf’s baixos , pelo que eu vi , e lá fui eu cair na minha cesárea, senti um aperto enorme , um vazio , me  mostraram o Bê , ele estava ótimo e eu me senti vazia , literalmente .

Como foi a escolha de ser doula?

Quando eu passei pela cirurgia aquele sentimento de que poxa não pari , ficou tão forte, e comecei  a ler tudo sobre parto em grupos de facebook , “parto natural ” , cesárea ? Não Obrigada !  ,doula , equipes , descobri a casa de parto em Realengo ( da mesma forma não poderia ter lá pois tinha passado por uma cirurgia de reconstrução uterina ), hospitais públicos que tinham essa “missão ” de priorizar o parto natural humanizado .  Me aprofundei sobre o assunto doula , aquilo ali pra mim , foi tudo , queria poder apoiar e ajudar outras mulheres a passar pelo processo,  aquelas que passaram por uma história parecida com a minha , ou aquelas que tinham o desejo de parir ,
O instinto de mãe , de cuidar , de partejar estava ali comigo , querer ajudar  outras mulheres não passassem pela cesárea desnecessária , mas que fossem os 15% que precisam realmente da cirurgia.  Procurei nesses grupos de facebook citados a cima , e uma outra doula falou sobre o curso no Rio de Janeiro sobre doula  , me contou sobre o GAMA – maternidade ativa , e que teria uma turma disponível no próximo mês , pedi uma grana emprestada aos meus pais , e fui a luta , ali senti que eu era útil , e que eu já tinha nascido para aquilo ali , foi amor a primeira vista , me formei em 2014 , com mulheres maravilhosas e com o sentimento de que : vamos á luta , porque tem muito trabalho pela frente.

Eu como doula 

Considero como  missão garantir o respeito  pela decisão da mulher sempre que ela possa estar munida de todas as informações o que é melhor para ela e o seu bebê , que ela possa ser dona de si mesma , e de suas decisões , que a mulher possa garantir que o seu bebê venha ao mundo com menos intervenções possíveis . Com isso ofereço um atendimento continuo , com seis visitas no total , três visitas pré – parto , para que essa mulher possa me conhecer , saber como eu sou e que o nosso acompanhamento seja o mais completo possível , e seis após , pois considero que os três primeiros meses do bebê , são meses de demanda , medos ,  dificuldade , a amamentação em si requer muitos cuidados , ali não é mais só o casal e sim um bebê que chora que não fala e que a gente tem que descobrir o que está acontecendo a mulher nesse exato momento precisa de muito apoio .

Como nasceu a Maieutike ?

A Maieutike estava no papel a menos de um mês , na verdade ela tinha só o papel de roda de gestantes , e eu não havia dado um nome para ela , e eu procurando nomes em gregos para poder dar uma cara as minhas rodas e quando fui procurar , achei no “Google ” , Maieutika , me apeguei a esse nome e fui atrás do significado que é : ” arte de partejar ” , achei incrível , realmente me defini , os encontros estão previstos a acontecer todo o quarto sábado do mês , nossa primeira roda será dia 23/06/2018 , no Bosque da Barra perto do parquinho , peço só para levar cangas , uma almofada , para vocês ficarem bem a vontade , a roda é aberta pode ir qualquer pessoa , se quiser pode trazer alguém também , as rodas são gratuitas . As rodas são sempre anunciadas pelo meu Facebook ou pelo meu Instagram .

 

 

 

Doulas recomendam:

Parto normal: como escolher a sua equipe Imagine a cena: você está grávida. Começa o acompanhamento pré-natal com o seu Obstetra de confiança ou alguma boa indicação. Tudo vai bem… Até você q...
REMÃENASCENDO, com muito prazer! Um pouquinho de mim Acervo pessoal Sou Andrea Gabech Álvares Alves, mas gosto mesmo de usar e ser conhecida como Andrea Gabech. Este sobrenome ...
Rede de apoio – um oásis no puerpério Olá!!! Muitas mudanças por aí?! Imagino que sim. E diante de tantas mudanças, muitas vezes, o que mais queremos é o apoio. Não é verdade?! O apoio ...
Parir pra ir além… Eu sempre achei difícil falar de quem não conhecemos, principalmente quando não é possível criar estereótipo. É, e tem que ser difícil julgar o percur...
Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *