Meu Relato de Parto: “PARTO GARAPA – (CALDO DE CANA)! ” – Por Raquel

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Isso mesmo você não leu errado! Parto Garapa! Você já entenderá…

Bom então vamos lá! Senta aí que vem uma linda história!

Meu nome é Raquel Oliveira tenho 30 anos sou casada com o André há 9 anos e depois de 8 anos de casados “decidimos” em ter filho. Decidimos, pois, haviam outras prioridades até o momento e, como sempre gostamos e tentamos fazer as coisas bem planejadas e organizadas, com a decisão em ter um filho não seria diferente, queríamos viver e nos entregar por completos nesse novo mundo chamado de “maternidade e paternidade”.

Diferente, posso me considerar de outras mulheres, eu sempre temia o PARTO CESARIANO! Sim pois a exemplo de minha mãe que sofreu muito no meu parto, no pós-parto e até hoje ela sofre essas consequências; eu tinha muito medo de passar por tudo o que ela passou eu não queria isso pra mim… (Ok, isso foi há 30 anos atrás e sei que hoje os partos cesarianos estão muito mais “evoluídos” em relação ao tempo que foi o parto da minha mãe na década de 80 onde foi o “bum” dos partos cesarianos…).

Cresci com esse sentimento, de que quando fosse para ter um filho, não gostaria que fosse da maneira que foi da minha mãe muito menos sofrer o resto da vida as consequências que foi o parto dela. (Não entrarei em detalhes aqui porque não é o foco desse relato).

Passei a pesquisar então sobre os “tais partos humanizados” (sem mesmo estar grávida), e quais as referências dos profissionais nessa área aqui na região do Vale do Paraíba.

Encontrei então o “Dr.A” (não citarei os nomes dos médicos). Passei com ele em consulta, expus nosso desejo de engravidar e já fui falando em parto normal… (ansiosa essa menina!). O tal “Dr.A” (que foi minha referência em parto humanizado), disse bem assim: Veja bem… Posso te provar que o parto cesariano não é tão ruim assim e que existe uma pequena taxa de disponibilidade de R$… blá…blá…blá). (Oi? Taxa de disponibilidade? Sabe de nada inocente!).

Bom depois dos “blá blá e blás”, fui fazer meu exame ginecológico (preventivo) e, sempre travo nesses exames… (Graças a Deus não sou a única), daí eu lá deitada naquela posição horrorosa, tensa, o “Dr.A” me solta essa: Você não consegue nem fazer o exame e ainda quer ter parto normal???.

Saí de lá desmotivada e chateada concordando com ele…. Perguntei ao meu esposo o que achou do Dr. E ele disse não fui com a cara dele não, imagina se eu quero ele fazendo o parto do meu filho…

Passou o tempo e voltei com os resultados dos meus exames e durante muito tempo tomei anticoncepcional via oral e quando decidimos engravidar o “Dr.A”, havia comentado que poderia demorar anos para eu engravidar ou poderia ser rápido também, não era uma “regra”, mas passou o ácido fólico para eu ir tomando e recomendou dar uma “segurada” por pelo menos 2 meses.

Há esses 2 meses…rs. Contei os dias para que chegasse logo o momento! Enfim sós!!! (Pula essa parte).

Foram 2 meses exatos! Sim pelo menos o “Dr.A” acertou essa!

Parei de tomar a pílula em maio/2017 e em agosto/2017 já estávamos grávidos!!! Pois é estava atrasada já havia uns 4 dias, fiz o teste de farmácia e tinha dado positivo. Não confiei no teste e fiz o de sangue. Ai sim a “São Tomé” aqui acreditou!

Voltei ainda no “Dr.A”, para ver qual seria o próximo passo, pois ainda precisava dele até encontrar um outro profissional, que fosse realmente humanizado.

Certa vez em conversa no trabalho (agora o assunto era gravidez), um colega de equipe havia comentado que tinha uma amiga que era Doula, a Arlene e cuidava das mulheres gestantes e participava com ele na Igreja, ela cantava.Peguei o contato dela e guardei. Não sabia a diferença entre Doula, parteira, para mim era tudo a mesma coisa!

Nesse tempo já havia trocado de médico mais 2 vezes…. Passei com o “Dr.B” (foi muito atencioso até mais não queria fazer meu parto na minha cidade de Jacareí, então já o descartei por isso); passei também com a “Dra.C”.

O tempo foi passando e em novembro/2016 resolvi ligar para a tal Doula: Arlene, marcamos uma conversa para entender um pouco como era o trabalho dela. Foi amor à primeira vista! Ela falava com tanta certeza e com maestria que, nos apaixonamos pelo parto humanizado, pelo trabalho dela, por todo esse “universo de parto natural”. Olha só essa nossa “prosa” rendeu mais de 2 horas de conversa!!! Imagina se ela fosse médica? Não ia receber quase nada pelas consultas… (Agora eu sei o porquê de os médicos “correrem” tanto nos consultórios, se eles fossem falar de tudo o que é um parto como funcionam os mecanismos do parto; eles perderiam muito tempo com as gestantes e não “ganhariam” tanto no final do mês.).

Pois então, a Arlene “perdeu” esse tempo precioso dela conosco, nos esclarecendo e nos empoderando de tudo e contando seus relatos de parto também. Descobri que além da Doula, haviam também as obstetrizes que faziam parte dessa equipe de parto.

No final da conversa ela soltou: Por que vocês não amadurecem a ideia de ter um parto domiciliar? – (Hum é legal Arlene, corajosa você, mas, tem muitos riscos, bactérias e se.…). No hospital também há riscos e milhões de bactérias ruins que não são as suas… disse ela.

Legal agora saímos da nossa conversa com ela cheios de certezas que queríamos realmente um parto natural, mas saíamos com a dúvida se seríamos capazes de ter um parto domiciliar.

A Arlene nos passou o contato da Equipe Ópis que fizeram o parto dela, tratei em mandar mensagem naquele dia mesmo, pois meu medo era de ser tarde demais para começar um trabalho de treinamento para o parto.

Falei então com a Equipe Ópis, já marcamos reunião com a Jeanne e a Ana Luísa, ambas obstetrizes (parteiras).

Fechamos nossa Equipe agora sim cada uma com seu papel de importantíssima ajuda: A Arlene Doula que haveria de me apoiar psicologicamente e emocionalmente em todo trabalho de parto e pós-parto também, a Jeanne e a Ana Luísa como nossas obstetrizes que iriam nos auxiliar fisiologicamente em todo o trabalho de parto, podendo fazer as medições necessárias dos batimentos do bebê, aferir a pressão e o toque se fosse preciso.

Fizemos então vários encontros, com as parteiras em casa mesmo e no consultório delas, participamos das rodas de conversas que são gratuitas e com todas essas informações de fontes seguras e corretas (pois tem muita informação por aí, mas de fontes não seguras), resolvemos “cair de cabeça” no parto domiciliar!

Investimos sim em exercícios (caminhava todos os dias depois do trabalho), mais informação, leitura de relatos…. Meu mundo naquele momento estava focado em aprender mais e mais; queria entender o ia e o que acontecia com meu corpo durante a gravidez e o que ia acontecer no trabalho de parto.

O que mais lia e ouvia era sobre a tal da ocitocina hormônio de importantíssima função que o corpo da mulher produz NATURALMENTE em todo o trabalho de parto também.

Enfim, sem mais delongas, troquei enfim de médico já com 28 semanas!!! Sim a “Dra.C” também foi muito atenciosa, mas me senti um pouco “tirada” em uma determinada consulta com ela, pois ela estava com muita pressa em ir para o hospital pois havia agendado uma cesariana naquele dia então correu demais com minha consulta…

Com as 28 semanas completas de gestação passei com a “Dra. D”, essa sim, (Aleluia né Raquel?!); me deu a atenção necessária e me deu total apoio no parto normal domiciliar, pois ela sabia das nossas intenções e ainda me indicou fazer fisioterapia do períneo (oi? de quem?), pois é mais uma novidade para a gente naquele momento!

Comecei a fazer a fisioterapia também e me ajudou e muito durante o parto.

O tempo passou e, a minha DPP (data prevista do parto), estava para o dia 10/04/2017, onde completaria as 40 semanas. Mas… eis que no dia 27/03/2017 segunda-feira as 14:20, minha bolsa estourou!!! Pois é a DPP não foi “exata” para mim. E com 38 semanas nossa tão desejada Ana Luiza, já dava o seu “ar da graça”!!!

Quando minha bolsa estourou, estava em casa “de boas”, descansando mesmo, pois havia trabalhado até na sexta-feira onde foi meu último dia de trabalho pois havia pedido para “Dra. D” um adiantamento da minha licença maternidade, estava muito cansada e queria me preparar melhor para o parto.

Adiantar? Oi? Esses eram meus planos…. Ah, mas quem rege minha vida e meus planos é o Senhor!!! E assim Ele quis que não fosse um “adiantamento” de nada e sim que eu estivesse no momento certo, na hora e no local certo para acontecer o que Ele nos reservava mais adiante!

Nesse dia que minha bolsa estourou, eu tinha consulta com a “Dra. D”… Bom não preciso nem dizer que não fui não é mesmo? Estava deitada no meu sofá quando, de repente, senti algo quente escorrendo pelas minhas pernas. Parecia que eu estava fazendo “xixi na calça” sem eu controlar tal situação. Fui para o banheiro imediatamente e, para minha surpresa, não era xixi… Era minha bolsa!!! Como eu sabia que era? Tinha uns risquinhos de sangue, nada de exagerado. Tirei foto, mandei para as meninas da Equipe Ópis que só confirmaram o óbvio. Comentei que tinha consulta e elas recomendaram eu ficar em casa mesmo e aguardar a visita delas mais adiante.

E assim foi. Eu e Deus em casa sozinha aguardando a visita delas e meu esposo chegar do trabalho (já havia entrado em contato com ele nesse intervalo de tempo).

A Ana Luísa obstetriz foi quem veio me examinar. Ela fez as medições necessárias naquele momento e, recomendou CAMINHAR!!! Isso mesmo andar um pouco (mesmo com a bolsa estourada), para ajudar minha Ana Luiza a descer um pouco mais. O interessante foi saber nesse momento que não foi por que a bolsa estourou que minha filha já ia nascer, não, eu ainda tinha mais 12 horas para iniciar o trabalho de parto, caso isso não acontecesse naturalmente, o parto seria induzido porque aí sim seria arriscado esperar mais.

E assim nós (eu, o André e a nossa menina), fizemos: fomos caminhar até o mercado para “abastecer” a dispensa pois estava faltando umas coisas para comer e comprar algumas coisas mais açucaradas naquele momento estavam liberadas as “guloseimas”.

Mas, onde entra a GARAPA??? Entra no momento em que a Ana Luísa comentou assim com a gente:

– Raquel você vai precisar comer alguma coisa muito doce para poder te dar bastante energia nesse parto.

Meu esposo então comentou:

– Se tivesse uma GARAPA…. Seria bom demais porque ela é bem doce e liquida!

A Ana Luísa afirmou que sim seria muito boa mesmo, mas onde encontrar uma naquela hora?

Foi então que, tivemos a CONFIRMAÇÃO de tudo! De que quem estava e estaria conosco naquele parto era o próprio Deus…

Antes de sairmos para ir até o mercado perto de casa, fui na casa dos meus pais (que moram do meu lado), tomar café com eles como de sempre. Sem eles saberem que minha bolsa estava rompida, chegamos tranquilos nos sentamos e, eis o que tinha na mesa??? Café, leite, pães? Sim também. Mas algo mais do que especial fazia parte naquela mesa… 1 litro de GARAPA!!! Pois é, minha tia havia deixado na casa dos meus pais, mais como meu pai tem diabetes; o meu esposo olhou para mim e eu para ele e, com nossos olhos, confirmamos o que Deus queria!!!

Minha mãe já foi logo dizendo para nós levarmos aquela GARAPA para a casa, porquê ali ninguém ia tomar.

CLARO!!! É PRA JÁ!!!

Depois da caminhada (com uma toalha de rosto entre as pernas), das “comprinhas” do mercado, chegamos em casa. Ainda continuei andando pela casa, rezando, agradecendo a Deus por tudo até aquele momento e apresentando tudo o que ainda estava por vir… Isso já eram mais de 18:30 e nada ainda de dor muito menos de contrações, porém toda a Equipe já estava informada de tudo o que estava acontecendo inclusive a “Dra. D” estava em alerta se caso precisasse ela interveria e iria para o hospital imediatamente – (esse era nosso plano B); pois ela não poderia acompanhar o parto em casa (questão de ética na medicina).

Quando foi por volta das 20:30 comecei a sentir umas “cólicas” mais fortes, foi então que a Arlene a Doula chegou primeiro e começou a me direcionar para tudo o que estava acontecendo. Minhas contrações não eram “exatas” e nem “ritmadas”, só sei que eram intensas e não me davam folgas…

Fiquei um pouco na bola de Pilates com a Arlene fazendo massagens, depois ela me sugeriu o chuveiro. Ahhhh era a única coisa que conseguia falar naquele momento. Fui para o chuveiro e só sei que ali fiquei por muito tempo… Sempre com ela e meu esposo me apoiando.

Fonte: Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia

Não me recordo quanto tempo eu fiquei ali, só lembro de estar muito concentrada naquele momento, inclusive nas dores…. Quando elas aumentavam e eu achava que não iria aguentar a Arlene me dizia: A cada contração Raquel, é a Ana Luiza quem está chegando, aguenta firme!E isso era minha motivação ainda maior e o que me dava ânimo naquele momento.

Me recordo que em um momento senti uma vontade de fazer “necessidades” e foi nessa hora em as obstetrizes foram chamadas para virem o quanto antes.

Assim que elas chegaram, meu esposo foi ajudar a pegar o cilindro de oxigênio (sim até isso elas levam), e outras coisas e fiquei com a Arlene no chuveiro. A Jeanne obstetriz foi a primeira quem me examinou sempre com muito respeito e perguntando tudo o que poderia fazer.

– Raquel posso fazer o toque em você para assim nós sabermos a evolução do parto?

E eu sem conseguir falar muito com sacrifício me levantei da bola, fiquei em pé e ali mesmo ela me tocou e disse:

– Você já está com 7cm de dilatação! Está indo muito bem.

Mas não continuei no chuveiro, a Ana Luísa obstetriz pediu para eu mudasse de posição para assim poder ajudar minha Ana Luiza no trabalho de parto.

Fui (com muito custo afinal as contrações não me davam folga), para o sofá e ali fiquei de joelhos e “abafando” meus “ais” no encosto do sofá.

Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia

Eram massagens, muita água e garapa… Ali aconteceu mais um toque, e verificação dos batimentos do bebê, também com meu consentimento.

Obstetriz Jeanne. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Obstetriz Ana Luisa. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia

As horas para quem estava de fora poderiam parecer que não estavam passando, mas para mim foi um “jato”! Me recordo também que em um determinado momento a Ana Luísa obstetriz, recomendou que eu tentasse a posição de índia (cócoras), nesse momento eu pude ver através do espelho que as obstetrizes levaram, a cabecinha da minha Ana Luiza “coroando”! Que cena mais linda! Jamais esquecerei, porém não tive tanta força para conseguir parir dessa posição; então a obstetriz pediu para que eu ficasse em pé afinal a gravidade ajudaria o bebê nascer afinal ela já estava ali pronta para chegar a esse mundo.

E assim foi, meu esposo do meu lado a Ana Luísa obstetriz apoiando do outro e a Arlene atrás de mim, e eu e minha filha em sintonia profunda nos ajudando uma a outra nesse processo no qual a NATUREZA É SÁBIA E SABE COMO FAZ, ela começou a nascer!!!

– Tá queimando! Tá queimando! – Eu dizia. E as obstetrizes falavam:

– É isso mesmo, ela está nascendo, na próxima contração, faça mais força!

Ás 02:13 a.m do dia 28/03/2017, minha Ana Luiza nascia! Com seus 47cm e 3.480Kg de gostosura!

– Obrigada Senhor! Obrigada Senhor! – Eu exclamava.

Ela vinha direto para meus braços, em um ambiente calmo, tranquilo com pouquíssima iluminação e quentinho! Pude sentir a pulsação da nossa ligação, o cordão umbilical que demorou para parar de pulsar e, só então ele foi cortado.

Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia

Esse é meu relato de PARTO GARAPA! Não é nada “romântico”, não teve nenhuma maquiagem nem efeito especial… Foi um parto suado e dolorido sim e como doeu, mas o que eu posso afirmar é que, no exato momento em que o bebê nasce, a dor some e você já não se lembra de mais nenhuma dor. Não associo a dor com sofrimento, pois o sofrimento é algo que fica e a dor é passageira…

Tive a graça de ter ao meu lado antes de qualquer coisa, um companheiro, meu esposo, que mesmo sendo “coadjuvante” ele foi essencial pois sem seu apoio; tudo teria ido “água abaixo”, pois como ele sempre fala nos nossos relatos que; foi difícil ver a esposa com toda aquela dor e não poder fazer nada, simplesmente apoiar e confiar.

As meninas da Equipe Ópis, que foram mais que essenciais também pois sempre demonstraram muito profissionalismo desde o início do nosso contato, mas mais do que profissionalismo, elas exercem sua função com amor e muita dedicação o tempo todo, respeitando sempre a parturiente e suas decisões.

A Arlene Doula que, também é uma profissional dedicada e faz com amor o que faz! Graças a ela tive acesso a todos os profissionais aqui envolvidos.

As meninas da Prosa e Fotografia que, na descrição se fizeram presentes todo tempo registrando esse momento único em nossas vidas que no qual, levaremos para sempre em nossa memória e podemos assim graças a esses registros, podermos também ajudar outras gestantes a alcançarem seus objetivos em relação ao parto.

E a você que com paciência leu este relato até aqui, saiba que, VOCÊ É CAPAZ! VOCÊ CONSEGUE! BASTA BUSCAR INFORMAÇÃO CERTA COM PESSOAS CERTAS!

Depois do parto, veio outro desafio, amamentar… Quando a Ana Luiza nasceu, ela não pegou o peito, mas isso não prejudicou em nada a amamentação, simplesmente tive muita assistência, persistência da Equipe Ópis quanto o auxílio da Arlene e minha vontade em querer amamentar também.

As marcas que um parto normal deixou, foi uma laceração de 2ºgrau, onde o que “rompeu” durante o parto foi naturalmente rompido sem intervenção nenhuma. Sem o “famoso pique” que alguns “médicos” ainda fazem alegando sua necessidade.

Tudo o que consegui, foi graças a todo conhecimento adquirido e a vontade de “sair da bolha”, de um sistema que não pergunta mas impõe as mulheres o que eles querem e não o que queremos de fato.

SOMOS MUITO MAIS FORTES DO QUE PENSAMOS! A NATUREZA É SÁBIA, ELA SABE O QUE FAZ!!!

Obstetriz Jeanne, eu Raquel, meu esposo André e a doula Arlene. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Meu pai e minha mãe, que são meus vizinhos, e não ouviram nada. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia

 

Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Eu, algumas horas após o parto. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
5 dias após o parto, aprendendo a usar o sling. Arquivo pessoal de Raquel e André – Créditos: Prosa e Fotografia
Crédito: Raquel

 

Assista um mini vídeo do nascimento da Ana Luisa aqui!

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Uma resposta para “Meu Relato de Parto: “PARTO GARAPA – (CALDO DE CANA)! ” – Por Raquel”

  1. Poxa, que história linda. Minha esposa teve que fazer cesária. Não teve como. Porém sua história é inspiradora. Parabéns.

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