Como preparar as mamas para a amamentação?

O mês de agosto começou com a Semana Mundial de Aleitamento Materno inaugurando a campanha do Agosto Dourado, que promove durante todo o mês ações de conscientização da importância do aleitamento materno exclusivo até seis meses e complementado até os dois anos. Choveu nas redes sociais postagens promovendo a amamentação e o que grande parte …

Puerpério: dicas práticas de como sobreviver

O puerpério é um período de adaptação da mãe, do bebê e da família, também conhecido como resguardo ou quarentena. É um período delicado, em que grande parte das mulheres desenvolvem uma certa melancolia, também conhecida como “baby blues”. Isso se deve sim à questão hormonal, mas a autora Laura Gutman defende que essa introspecção é …

A arte de parir – a conquista da copa da sua vida (parte II)

Se você chegou até aqui e perdeu a primeira parte da arte de parir, é só clicar aqui. E para você que tava ansiosa pela continuação, o show continua, mas já aviso: saí da orquestra, passei para o ballet e agora, inspirada pelos meninos da seleção, chegamos ao campo de futebol, na copa mais importante …

A arte de parir: o que acontece no corpo em trabalho de parto – parte 1

gestante

Parir é uma arte. É como música. Existe um compasso, uma melodia, uma harmonia. Existe um regente, um artista e uma plateia. O regente é o bebê, ele determina o início e o fim, com a ajuda de uma cadeia de hormônios. A artista é a mulher, que acompanha o ritmo, o compasso determinado pelo …

Prazer, Suellen.

Pausa pra selfie entre uma contração e outra 😉
Prazer, Suellen. 23 anos, missionária católica, estudante de enfermagem e doula. Nascida e criada no Rio, suburbana, pagodeira, sonhadora e apaixonada. Vim ao mundo pela típica cesárea da Perinatal. A bolsa estourou, todo mundo correu pra maternidade, mas não sem antes bater um pratão de bife com batatas fritas (meu pai não deixou minha mãe sair sem comer e minha mãe diz que foi a melhor comida da vida dela. Até hoje.).
Chegando na maternidade, bronca da médica – “não era pra ter comido, vai ter que fazer lavagem!”. Poucas horas depois, cesárea. Falta de dilatação. Até hoje minha mãe acredita que a cesárea foi necessária.
Quando pequena, via a gravação em VHS e questionava porque nasci pela barriga. “Mamãe não teve passagem, filha”, era a resposta. Hoje eu sei que mamãe não teve informação, acolhimento, suporte às dores, médico humanizado.
Isso eu descobri por outra mãe, a Roberta (@maedaprole), casada, também missionária e mãe de três, 2 partos vaginais após a cesárea desnecessária do primogênito. Ela se inseriu nesse mundo da humanização e me levou junto, tão junto, que nos formamos doulas na mesma turma. Foi a primeira mulher que eu conheci que teve uma doula, quando éramos menos conhecidas do que somos hoje.

Plano de carreira

Quando eu tava no período de pré-vestibular, tive um sonho que administrava uma casa de parto, que só confirmou a carreira que eu queria seguir: enfermeira obstetra. Entrei na faculdade de enfermagem e vou equilibrando trabalho, estudos e pesquisa.
Sou entusiasta do parto sem dor. É o que eu amo estudar e é todinho baseado em educação perinatal, fisiologia, exercícios de fortalecimento do períneo e respiração. Talvez até vire tema do meu TCC. Se o parto é algo natural, por que é preciso ter dor e sofrimento? É o que pensam também os adeptos do gentle birth – em que pretendo me especializar um dia – ou hypnobirthing. É o sonho de 10 entre 10 mulheres, eu inclusive.
Acredito muito no modelo de parto domiciliar, em risco habitual, e o meu sonho de princesa é que o modelo do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, se expanda pro resto do Brasil. Esse é o SUS que amo e defendo, modelo de assistência humanizada e acessível.

Por que Doula?

Ainda não pari, ainda não sou mãe, portanto minha assistência não se baseia na experiência, mas na dignidade. Para mim, a vida e a pessoa são inestimáveis, por isso acredito e defendo uma assistência digna. Oferecer uma assistência sem violência, sem mentiras, baseada em evidências científicas é o mínimo. Deveria ser assim para todas mas, infelizmente, o acesso ao parto ainda é muito elitizado.
Escolhi servir as mulheres, promovendo uma assistência digna, alívio da dor, auxílio espiritual, exercícios, o que for necessário para tornar positiva a experiência do parto. Isso é um direito que eu preciso defender.
Trabalho aqui no Rio, da zona norte à zona sul, passando por Jacarepaguá e tenho projetos de iniciar rodas de gestantes no próximo semestre.
É isso! Espero que ainda nos vejamos muito por aqui!

Referências

Gentle Birth – https://www.gentlebirth.com/
“Hospital de Minas Gerais oferece parto domiciliar pelo SUS” – http://www.maesdepeito.com.br/hospital-de-minas-gerais-oferece-parto-domiciliar-pelo-sus/, acessado em 12/06/18.
Parto sem dor, VELLAY, Pierre. 7ª edição, 1993. Continue lendo “Prazer, Suellen.”